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O vazio presencia o eterno sufoco, das horas rastejantes em direcção à imensidão absoluta, dos teus lábios desenhados no silêncio ingreme do abismo.
O vazio torna-se o anoitecer momentâneo, resumindo-se à insignificancia do peso da tinta sobre a pele quente, onde as formas delimitam todas as sombras, onde os olhos se perdem e murcham.
O vazio torna-se o anoitecer momentâneo, resumindo-se à insignificancia do peso da tinta sobre a pele quente, onde as formas delimitam todas as sombras, onde os olhos se perdem e murcham.
O vazio, existe apenas entre os gestos, onde o banal se sustenta e onde os eternos rios desenhados em pele rasgos da desolação.
O vazio encontro-o no peso da lamina sobre a carne.
Quero olhar-te de novo. quero ver-te brilhar.

O vazio existe enquanto existir vazio. Enquanto existir presença, existirá ausência. Paradoxos, ó Mellosa. Toda a gente espera pelo fim, o fim que seja antelóquio de um recomeçar. Tudo perde forças para almejar que voltem.
ResponderEliminarpéu.