sexta-feira, 26 de junho de 2009

o vazio




O vazio presencia o eterno sufoco, das horas rastejantes em direcção à imensidão absoluta, dos teus lábios desenhados no silêncio ingreme do abismo.
O vazio torna-se o anoitecer momentâneo, resumindo-se à insignificancia do peso da tinta sobre a pele quente, onde as formas delimitam todas as sombras, onde os olhos se perdem e murcham.


O vazio, existe apenas entre os gestos, onde o banal se sustenta e onde os eternos rios desenhados em pele rasgos da desolação.


O vazio encontro-o no peso da lamina sobre a carne.
Quero olhar-te de novo. quero ver-te brilhar.